Agitação
Final de semana em família.
Sábado chuviscou, mas o tempo abriu depois e ventou muito (sente-se no ar que o tempo está mudando). Sorte das minhas roupas que secaram todas.
Milão em chamas. Vocês viram?
.
Ontem de manhã fomos comer ricota fresca de leite de cabra feita em campagna, numa zona aqui perto -- a mesma da outra vez. Uma ventania danada, mas estava uma delícia; pena que foi pouca porque o proprietário mudou o esquema e agora está fazendo só sob encomenda. Mesmo assim, deu pra acontentar as "lucrécias". Compramos queijo também, chamado de primo sale, feito sempre de leite de cabra e com grãos de pimenta-do-reino. Muito gostoso!
No final da tarde, estivemos na minha cunhada A. porque a minha sobrinha M. teve recaída: está com febre novamente. Eu, maridón, minha cunhada K., sua filha D. e minha sogra "jantamos" (pizza capricciosa e arancino) lá por insistência da minha cunhada.
Fiquei a noite toda de "convercê" com a pizza e os cogumelos frescos. Argh...
....
O cerco aperta
Tem uma situação delicada da minha cunhada K. que está colocando a família toda em tensão.
A mentira tem perna curta e o meu sogro veio a saber através de um telefonema da proprietária de uma casa que está pra alugar que K. está procurando casa pra morar.
Resumidamente: ela e o marido estão separados há quase cinco anos (por falta de grana, por incompatibilidade de gênios e porque faltou compreensão de ambas as partes em N situações, principalmente porque na época tinha uma recém-nascida no meio, minha sobrinha D.). O fato é que as portas da audiência de divórcio, ele, depois de prometer mundos e fundos sem nada fazer em cinco anos, está querendo voltar com K.; ela sabe que se sair, não entra mais porque meu sogro é "homem de palavra" e não quer que as pessoas saiam rindo por aí, porque a situação deles pode se repetir. Enfim, ele tem lá suas razões de pai. Ela, por sua vez, sente-se confusa, mas no final das contas é sempre o seu marido e o pai da sua filha. Se quiser voltar com ele, acredito que todo mundo (os cunhados e a mãe) ficará feliz, porque mais infeliz do que nós a vimos em todos esses anos impossível. Ela cresceu a filha quase sozinha, sem que ele ajudasse em muitas coisas. O seu único problema é que ela é cabeça quente e acha que todo mundo é contra eles (o que não é verdade), que todo mundo a criticará na sua decisão de voltarem. Porém tem sempre o problema principal: se ele poderá sustentar a família (ele é agricultor, assim como ganha hoje, perde amanhã).
Ela se sente desencorajada da mãe, porque minha sogra coloca os pontos nos is. Ontem teve uma discussão desnecessária na casa dessa minha cunhada que a filha está dodói, afinal mãe é mãe e ela deveria entender a sua, olhando pro que ela sofreu quando sua filha precisava de muitas coisas e ela não tinha dinheiro, a raiva, entre outras coisas. Se eles terão problemas deverão procurar como resolvê-los; a roupa suja se lava em casa, sem fazer alarme, sem correr pra barra da saia da mãe como ela fez na época. Com todo casal é e deve ser assim, pelo menos eu penso dessa forma.
Eu fiquei nevosa com o que eu ouvi, e pra ser sincera, foi muito desconfortável ver pessoas querendo ajudar e ela mandar todo mundo affanculo e ir cuidar da própria vida.
Sábado chuviscou, mas o tempo abriu depois e ventou muito (sente-se no ar que o tempo está mudando). Sorte das minhas roupas que secaram todas.
Milão em chamas. Vocês viram?
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Ontem de manhã fomos comer ricota fresca de leite de cabra feita em campagna, numa zona aqui perto -- a mesma da outra vez. Uma ventania danada, mas estava uma delícia; pena que foi pouca porque o proprietário mudou o esquema e agora está fazendo só sob encomenda. Mesmo assim, deu pra acontentar as "lucrécias". Compramos queijo também, chamado de primo sale, feito sempre de leite de cabra e com grãos de pimenta-do-reino. Muito gostoso!
No final da tarde, estivemos na minha cunhada A. porque a minha sobrinha M. teve recaída: está com febre novamente. Eu, maridón, minha cunhada K., sua filha D. e minha sogra "jantamos" (pizza capricciosa e arancino) lá por insistência da minha cunhada.
Fiquei a noite toda de "convercê" com a pizza e os cogumelos frescos. Argh...
....
O cerco aperta
Tem uma situação delicada da minha cunhada K. que está colocando a família toda em tensão.
A mentira tem perna curta e o meu sogro veio a saber através de um telefonema da proprietária de uma casa que está pra alugar que K. está procurando casa pra morar.
Resumidamente: ela e o marido estão separados há quase cinco anos (por falta de grana, por incompatibilidade de gênios e porque faltou compreensão de ambas as partes em N situações, principalmente porque na época tinha uma recém-nascida no meio, minha sobrinha D.). O fato é que as portas da audiência de divórcio, ele, depois de prometer mundos e fundos sem nada fazer em cinco anos, está querendo voltar com K.; ela sabe que se sair, não entra mais porque meu sogro é "homem de palavra" e não quer que as pessoas saiam rindo por aí, porque a situação deles pode se repetir. Enfim, ele tem lá suas razões de pai. Ela, por sua vez, sente-se confusa, mas no final das contas é sempre o seu marido e o pai da sua filha. Se quiser voltar com ele, acredito que todo mundo (os cunhados e a mãe) ficará feliz, porque mais infeliz do que nós a vimos em todos esses anos impossível. Ela cresceu a filha quase sozinha, sem que ele ajudasse em muitas coisas. O seu único problema é que ela é cabeça quente e acha que todo mundo é contra eles (o que não é verdade), que todo mundo a criticará na sua decisão de voltarem. Porém tem sempre o problema principal: se ele poderá sustentar a família (ele é agricultor, assim como ganha hoje, perde amanhã).
Ela se sente desencorajada da mãe, porque minha sogra coloca os pontos nos is. Ontem teve uma discussão desnecessária na casa dessa minha cunhada que a filha está dodói, afinal mãe é mãe e ela deveria entender a sua, olhando pro que ela sofreu quando sua filha precisava de muitas coisas e ela não tinha dinheiro, a raiva, entre outras coisas. Se eles terão problemas deverão procurar como resolvê-los; a roupa suja se lava em casa, sem fazer alarme, sem correr pra barra da saia da mãe como ela fez na época. Com todo casal é e deve ser assim, pelo menos eu penso dessa forma.
Eu fiquei nevosa com o que eu ouvi, e pra ser sincera, foi muito desconfortável ver pessoas querendo ajudar e ela mandar todo mundo affanculo e ir cuidar da própria vida.


Trocados contados no chapéu
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