O Que é Que Há, Velhinho...

Depois que eu escrevi esses posts aí embaixo, eu saí.
Fomos eu, minha cunhada K. e minha sogra na floricultura perto do Comune pra comprar flores pra levar no túmulo da nonna.
Enquanto elas escolhiam com a jovem proprietária, eu esperava olhando uma vitrine e outra, já que eles tinham arranjos de flores secas muito bonitos lá dentro. Eis que do nada, surge um coelho branco com manchas marrons e pelagem desigual. Parou no meio do salão pra cheirar uma folha que tinha caído minutos antes. Uma gracinha! Andou de cá, andou de lá, e resolveu acomodar-se ao lado de um dos grandes vasos que estavam sobre um suporte de madeira.
Aquela coisinha linda e fofinha ali, dando sopa? 'Bora passar a mão e fazer carinho no coelhinho.
Tentei no topo da cabeça, mas parece que aquela é uma região pouco conveniente e o coelhinho no começo se esquivou. Tentei a bochecha e as costas. Batata! Por uns cinco minutos o bichinho ficou ali todo mole -- até fechou os olhos -- e no final das contas começou a roer meu dedo de leve. Gracinha!
Eu nunca tive coelhos quando era pequena e nem toquei um assim, por tanto tempo. Também nem me importei em acariciar o bunny sem pedir pra moça, pois tem gente que não gosta que toquem o animal de estimação. Porém, acho que ela não se importou muito, pois até soltou um "ah, tá gostando do carinho, hein safado!" e sorriu.
Tem gente que come. Eu não como, não.


Trocados contados no chapéu
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