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ToCv.3.8: Dando tempo ao tempo

Dando tempo ao tempo


Eu tive N razões pra não aparecer por aqui antes, mas tudo tem um tempo pra acontecer. Pra alguns demora mais, pra outros menos... O fato é que esse tempo, queira ou não, precisa ser respeitado.

A morte da pessoa que eu mais amava na minha vida (além do meu marido, claro), por quem eu daria tudo, por quem eu lutaria (se fosse preciso), por quem eu até morreria, mexeu muito comigo. Sinto que alguma coisa em mim mudou, como eu disse anteriormente, ELA levou consigo um belo pedaço de mim.

Em quatro anos, com uma reforma e um mútuo nas costas, nós não pudemos retornar nem pra uma visita e é desnecessário entrar em outros detalhes. Mas sempre telefonávamos; eu sempre ouvia aquela vozinha dela me perguntando quando viríamos pro Brasil e o nó triplo na garganta sempre subia quando ela me dizia estar ficando muito velha e à beira da morte, ou então, quando algum outro problema familiar acontecia. Agora que o tempo bom estava por vir, infelizmente ELA não está mais aqui. Foi tudo muito rápido (1 semana), aconteceu de forma implacável, fazendo com que todos nós fôssemos pegos de surpresa. Eu me senti tão impotente. E a última imagem que eu tive dela naquela cama, com aqueles aparelhos todos e o estado físico dela em conseqüência do diabete altíssimo, creiam, não foi a melhor em hipótese alguma e por muito tempo ficará presente na minha memória, até que algo muito bom relacionado a ela aconteça pra sobrepor tudo o que eu "fotografei" naquele hospital.

Como a Bella me disse um dia desses, ela acredita que o meu karma era nascer nesta família para não estar com eles. Vai ver é isso mesmo. Neste último mês só a doutrina espírita é a que tem me dado um pouco de conforto.


Falando em conforto, que bom ter amigos e pode contar com eles na hora em que mais precisamos, né? Nem que seja para dar um abraço, dizer uma palavrinha. Obrigada Déia, Nor, Beth, Mau, Rosana, dona Fernanda...

Do resto, a vida segue... Vou tentando convencer um cabeça dura a vir comigo, tratando do inventário no cartório, a saudade dos que ficaram na Bota e dos meus peris e filhotinhos que já cresceram vai aumentando, assim também como o medo de partir e deixar coisas e pessoas aqui.

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Obrigada aos amigos blogueiros pelas mensagens e pelas visitas neste último mês. Aos poucos, como eu disse lá em cima, a programação vai voltando ao normal.

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Trocados contados no chapéu


Blogger cíntia deu um trocado em 24/01/08, 19:03 h e disse:

querida, que bom que aos poucos tudo volta pra dentro da gaveta da vontade. tem épocas da vida que a gaveta fica vaziiia...
espero que cada dia melhores um pouquinho, e que talvez num sonho 'fotografes' tua mami numa imagem que te faça mais feliz. acontece... podemos ganhar este presente um dia.
um beijo grande,
sempre contigo,
cíntia

 

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