Sorry, U2
Enquanto esperava um download terminar, li sobre os problemas que as pessoas estão enfrentando pra comprar ingresso pra ver o U2 no Brasil.
Queria poder dizer um mísero ingresso, mas com o preço que é, fica praticamente impossível essa afirmação (por outro lado não deixa de ser verdade que o salário é mesmo uma miséria).
Sei lá... Não tenho nada a ver com isso, cada um gasta dinheiro naquilo que quer ou pode... Mas são 230 mangos pra quem quiser assistir duas horas de show das arquibancadas -- quase um salário mínimo e tão caro quanto um programa com uma vagaba meia-boca (conclusão tirada depois de ler esta matéria). Tem gente que vive o mês inteiro com esses míseros 230 mangos. Tem gente que ainda está na dúvida se desembolsa ou não essa grana. Eu não pensaria duas vezes: não e pronto, nem que a vaca tussa.
Pode ser que eu esteja ficando ranzinza, mas eu não daria essa grana toda pra ver gringo não. Gosto muito do Bono, sim (já curti muito U2 no final dos anos 80); adoro o loirudo de paixão, mas... também sei dar valor pro meu dinheiro, que não é capim e nem cresce em árvores.
Parafraseando o tal de Ibrahim Sued, célebre colunista social carioca: que sorry, periferia, que nada... Sorry, U2!
Se você tem sobrando, compre e seja feliz.
Queria poder dizer um mísero ingresso, mas com o preço que é, fica praticamente impossível essa afirmação (por outro lado não deixa de ser verdade que o salário é mesmo uma miséria).
Sei lá... Não tenho nada a ver com isso, cada um gasta dinheiro naquilo que quer ou pode... Mas são 230 mangos pra quem quiser assistir duas horas de show das arquibancadas -- quase um salário mínimo e tão caro quanto um programa com uma vagaba meia-boca (conclusão tirada depois de ler esta matéria). Tem gente que vive o mês inteiro com esses míseros 230 mangos. Tem gente que ainda está na dúvida se desembolsa ou não essa grana. Eu não pensaria duas vezes: não e pronto, nem que a vaca tussa.
Pode ser que eu esteja ficando ranzinza, mas eu não daria essa grana toda pra ver gringo não. Gosto muito do Bono, sim (já curti muito U2 no final dos anos 80); adoro o loirudo de paixão, mas... também sei dar valor pro meu dinheiro, que não é capim e nem cresce em árvores.
Parafraseando o tal de Ibrahim Sued, célebre colunista social carioca: que sorry, periferia, que nada... Sorry, U2!
Se você tem sobrando, compre e seja feliz.


Trocados contados no chapéu
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